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QUEM PENSA QUE NEGROS SÃO RESISTENTES AO CORONAVÍRUS ESTÁ ENGANADO

  • Foto do escritor: TXV
    TXV
  • 2 de mar. de 2020
  • 2 min de leitura

02/Março/2020


Kem Senou tornou-se assim o primeiro cidadão africano conhecido a contrair o novo coronavírus e a se recuperar. Mas não há qualquer indício científico de que a composição genética dos africanos seja mais resistente a doenças do que qualquer outra.

Kem Senou Pave Daryl recebeu um tratamento pesado.



No dia 17 de fevereiro, vários sites como o Cityscollz.com ou o intermz.com noticiaram que um estudante camaronês, a estudar na China, tinha recuperado de uma infeção com o novo coronavírus devido à maior resistência da sua composição genética.


De acordo com a falsa informação veiculada, os médicos chineses que cuidaram do jovem teriam ficado surpreendidos com a rápida recuperação e concluíram que se deveu à composição genética africana.


O que realmente aconteceu para a recuperação do estudante de 21 anos foi o fato dele passar 13 dias em isolamento, com um tratamento intensivo à base de antibióticos e, por isso, se recuperou. Além disso não há qualquer indício científico de que a composição genética dos africanos seja mais resistente a doenças do que qualquer outra — os indícios vão em sentido contrário.


De acordo com a BBC News, Kem Senou Pave Daryl recebeu um tratamento pesado à base de antibióticos e medicamentos habitualmente utilizados para tratar doentes com HIV.


O jovem tinha febre, tosse seca e sintomas de gripe. Ao fim de duas semanas de tratamento, o estudante começou a dar sinais de recuperação e a TAC mostrou que não tinha mais vestígios da doença. Ou seja, concluiu-se que estava recuperado.

Kem Senou tornou-se assim o primeiro cidadão africano conhecido a contrair o novo coronavírus e a se recuperar.


De acordo com Omolade Awodu, um professor de hematologia da Universidade de Benin, na Nigéria, contactado pelo site de checagem de fatos Africa Check, não há qualquer ligação entre a cura do estudante camaronês e a maior resistência dos africanos ao vírus.


“Trata-se de um novo vírus e por isso sabemos pouco sobre ele, mas em toda a pesquisa que fiz não vi nada que confirmasse que a composição genética dos africanos, ou a pele negra, fosse mais resistente ao vírus”, explicou.


(*) Com agências

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