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“FILHOS DA P***!” - ASTROS DE FUTEBOL SE REVOLTAM CONTRA ENSAIO DE VACINA ANTI-COVID-19 NA ÁFRICA

  • Foto do escritor: TXV
    TXV
  • 5 de abr. de 2020
  • 2 min de leitura

RDD (*)

Samuel Eto'o, Didier Drogba e Demba Ba reagiram a declarações consideradas racistas, de dois expecialistas, que sugerem, de forma debocada, que os africanos seja as cobaias da vacina contra o coronavírus.

Samuel Eto'o, Didier Drogba, e Demba -indignados e revoltados.

A conversa entre dois médicos franceses num programa de televisão falando da possibilidade de fazer experimentos na África para combater o coronavírus e provocou indignação de grandes nomes do futebol no continente, como Samuel Eto'o, Didier Drogba e Demba Ba, que protestaram de forma veemente.

O senegalês Demba Ba, ex-jogador de times como West Ham, Newcastle e Chelsea, reagiu assim: "Bem-vindo ao ocidente, onde o branco se acha tão superior que o racismo e a debilidade torna-se numa banalidade".

Samuel Eto'o respondeu a postagem do colega com um palavrão - “filhos da p***” - claramente indignado com os dois pesquisadores franceses.

Não menos incisivo, o coteivoiriense Didier Drogba pegou mais leve: "É totalmente inconcebível que tenhamos que falar disso. A África não é um laboratório. Estas declarações são realmente racistas. Ajudem a salvar África do coronavírus. Não queiram usar os africanos como cobaias. É asqueroso.

Na opinião de Drogba “os líderes do continente têm a responsabilidade de proteger as suas populações de conspirações tão horrendas".

As declarações polêmicas

“Se eu fosse um pouco provocador, diria que poderíamos fazer testes na África. Eles não têm máscaras, nem tratamento, nem sistema de terapia intensiva, poderíamos fazer testes lá ”, disse Jean-Paul Mira, chefe da unidade de terapia intensiva do Hospital Cochin, em Paris.

"É um pouco como quando testamos vacinas contra a Aids em prostitutas porque sabíamos que elas não se protegem", acrescentou, comparando africanos com prostitutas, enquanto discutia o uso de uma vacina BCG para tuberculose contra o Covid-19 .

Os comentários foram parte de um debate no canal de notícias francês LCI com Camille Locht, diretora de pesquisa do Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm), que concordou com Mira sobre o princípio de testar qualquer tipo de vacina no continente africano.

(*) Com agências

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