ANGOLA: BISPOS E PASTORES DA UNIVERSAL SÃO CONDENADOS. UM DOS BRASILEIROS É TIDO COMO FORAGIDO.
- TXV
- 25 de nov. de 2020
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TXV - 25/novembro/2020

Sacerdotes da IURD -José Rocha, António Ferraz, João Mário e José Caquinha: condenados por agressão as autoridades. Em destaque, o suposto foragido, pastor Roberto Carlos dos Santos Silva.
Um bispo e dois pastores da parte brasileira da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) foram condenados, nesta semana (terça-feira, 24) a 45 dias de prisão, com pena suspensa, pelo Tribunal Provincial de Luanda, de acordo com o Jornal de Angola.
Eles foram julgados pelos crimes de injúria contra autoridade policial, e desobediência e agressão contra o comandante da polícia da Esquadra do Talatona, bairro nobre da capital angolana. (Esquadra é o nome dado às delegacias em Angola)
Foram também condenados três seguranças de uma empresa privada que presta serviço para o condomínio dos pastores da Igreja Universal. Dois dos seguranças foram absolvidos.
Em seis meses, se os condenados não paguem a indemnização estabelecida pelo Tribunal, deverão ser presos para o cumprimento da pena de prisão efetiva.
Os sacerdotes da Igreja Universal - Antônio Miguel Ferraz, João Mário, José Caquinda e o brasileiro José Rocha - e mais cinco efetivos da segurança tinham sido presos na semana passada acusados de agredir e proferir injúrias contra o comandante da Esquadra do Talatona.
O caso ocorreu quando as forças de segurança tentavam apaziguar um desentendimento entre integrantes da Universal motivado pelo impedimento do acesso a uma das casas do condomínio de propriedade da Igreja, que abriga os responsáveis.
Segundo o site Lil Pasta News , um outro pastor brasileiro envolvido na confusão, Roberto Carlos dos Santos Silva, encontra-se foragido. Ele também é acusado de ter agredido o comandante da Esquadra.
A Igreja Universal do Reino de Deus em Angola enfrenta uma crise interna que veio à tona em Novembro de 2019, quando um grupo de 300 pastores e bispos angolanos se levantou contra a direção dos bispos brasileiros, declarando-se independentes da liderança do bispo-mor da congregação, Edir Macedo.
Naquela altura o grupo dos 300 denunciaram as supostas práticas ilegais à Procuradoria Geral da República. O processo está em curso. Na sequência dos desentendimentos dezenas de templos da Igreja já foram fechados.
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