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140 AFOGADOS: GOVERNO SENEGALÊS CONTRADIZ A ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL PARA MIGRAÇÕES SOBRE NAUFRÁGIO

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    TXV
  • 31 de out. de 2020
  • 2 min de leitura

TXV(*) – 31/outubro/2020

“O fenômeno da emigração clandestina tornou-se quase incontrolável no Senegal”, segundo o site senego.


O governo senegalês e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) discordam sobre o número real de pessoas que morreram afogadas em decorrência do naufrágio de uma embarcação de imigrantes ilegais na costa senegalesa. “O fenômeno da emigração clandestina tornou-se quase incontrolável no Senegal”, segundo o site senego.

A OIM relatou a morte de 140 pessoas na quarta-feira (28) quando uma embarcação com destino às Ilhas Canárias - arquipélago espanhol que se encontra em meio ao Oceano Atlântico - sofreu um acidente no litoral do Senegal, perto da cidade de Mbour, 100 quilômetros ao sul da capital Dacar.

Mas algumas horas depois, o Ministério do Interior senegalês negou o número anunciado pela IMO, considerando que “a informação é infundada”. Em comunicado o Ministério do Interior disse que nos acidentes no mar, ocorridos em 22 de outubro e na noite de 25 a 26 de outubro de 2020, os serviços de salvamento resgataram respectivamente 51 e 40 pessoas. No entanto, “nenhuma morte associada a esses acidentes foi ainda estabelecida”.

O Ministério do Interior senegalês informou ainda que no total, 388 pessoas foram salvas por navios particulares, pela Marinha do Senegal e pela sua contraparte espanhola envolvida no dispositivo da Frontex ”.

As informações da OIM e da agência italiana ANSA apontam que o barco levava pouco mais de 200 pessoas, das quais 59 teriam sido resgatadas pela Marinha senegalesa. Porém, alguns dos sobreviventes ainda estão sob risco de vida, e se encontram hospitalizados.

A OIM também relata que este é o maior naufrágio e uma embarcação de imigrantes africanos registrado em 2020. O barco teria como destino as Ilhas Canárias, arquipélago espanhol que se encontra em meio ao Oceano Atlântico.

Em comunicado oficial sobre o caso, a OIM fez um apelamos “à unidade entre governos, parceiros e a comunidade internacional para desmantelar as redes de tráfico e contrabando que exploram jovens desesperados”. O chefe da missão da OIM no Senegal, Bakary Doumbia, disse que pretende “apoiar canais legais aprimorados para minar o modelo de negócios dos traficantes (de imigrantes) e prevenir a perda de vidas”.

(*) Com agências

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