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O "PANTERA" CHADWICK BOSEMAN: UM SUPER-HERÓI DA VIDA REAL QUE DEU ESPERANÇA A MUITOS

  • Foto do escritor: TXV
    TXV
  • 29 de ago. de 2020
  • 2 min de leitura

O homem por trás de 'Pantera Negra' mudou o mundo - e ele fez isso com talento e dignidade.

TXV(*) – 29/agosto/2020


A morte de Hadwick Boseman (1976-2020), por câncer de cólon, aos 43 anos, parece incompreensível. Embora tenha aparecido relativamente em poucos filmes, ele já tinha se tornado um dos atores mais importantes da sua geração. Parecia certo que o melhor ainda estava por vir. Seu falecimento não é apenas uma perda incomensurável para o cinema, mas para a cultura negra, que ele divertiu e enriqueceu incomensuravelmente com a sua arte e voz.

Quase se tornou uma piada: sempre que havia uma importante figura negra tendo sua história retratada na tela grande, Boseman era o homem escolhido pra representa-lo. Era a escolha segura? Possivelmente.

Mas ele também foi astuto. A dignidade, graça e bom coração que Boseman irradiava tão naturalmente eram perfeitas para ele representarnomes como a lenda do beisebol Jackie Robinson, o pioneiro da música James Brown e o titã dos direitos civis Thurgood Marshall. Suas atuações foram o destaque desses filmes.

Nenhum papel que Boseman desempenhou foi mais icônico do que T'Challa, também conhecido como Pantera Negra. A partir do momento em que apareceu em Capitão América (Guerra Civil de 2016) ficou claro que ele era a escolha perfeita para retratar o Rei Guerreiro de Wakanda, uma nação africana fictícia intocada pelo colonialismo.

Há uma qualidade real que ele exala que é incrivelmente rara, mas crucial para tal personagem. Alguns críticos viram sua abordagem discreta no Pantera Negra de 2018 e escreveram que ele foi ofuscado por Michael B. Jordan (Killmonger) e Letitia Wright (Shuri). Mas frio, calmo e composto era exatamente o que era necessário para T'Challa, um Rei que sempre faz o que é certo, não o que é fácil.

Não é exagero dizer que o T'Challa de Boseman mudou o mundo. A construção do Pantera Negra foi um momento cultural para todos os tempos. Celebridades alugavam cinemas para que os menos privilegiados tivessem a chance de vê-los. Os fãs passaram horas assistindo e re-assistindo os trailers, e criando cosplays elaborados e detalhados inspirados no filme. Vídeos de crianças negras celebrando o Pantera Negra se tornaram virais.

T'Challa não foi o primeiro super-herói Negro a receber tratamento na tela grande - essa honra vai para Blade, de Wesley Snipes - mas ele foi o primeiro a ter crianças negras em todo o mundo reivindicando-o como seu herói.

O fato de Boseman estar lutando contra o câncer de cólon nos últimos quatro anos só reforçava sua reputação. Enquanto filmava sequências de ação difíceis e exaustivas, além das jornadas de imprensa e tapetes vermelhos, Boseman liderou o elenco do Pantera Negra com a mesma dignidade e graça que interpretava os seus papéis, tanto externamente quanto internamente. No “SAG Awards 2019” - um dos principais prêmios norte-americanos de cinema e televisão, ele fez um discurso apaixonado e memorável sobre ser “jovem, talentoso e negro”.

Lentamente, mas com segurança, ao retratar tantas figuras negras icônicas, Boseman se tornou um ícone por si só. Ao fazer isso, ele deixou um legado que não será esquecido tão cedo.

(*) Com mne.com

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