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DEPOIS DO FILME MOÇAMBICANO “RESGATE” NETFLIX ESTREIA CINEMA ANGOLANO COM “SANTANA”

  • Foto do escritor: TXV
    TXV
  • 27 de ago. de 2020
  • 2 min de leitura

TXV(*) – 27/agosto/2020


A Netflix - plataforma norte-americana de filmes e séries por “streaming”, descobriu o cinema angolano e moçambicano e diversificou ainda mais o acervo que a torna líder mundial desse setor do mercado da “sétima arte”.

Pela primeira vez a provedora colocou em cartaz uma produção com a marca de Angola, “Santana”, que estreia neste mês (dia 28). De acordo a sinopse da trama, “ um agente de narcóticos e um general, ambos irmãos, descobrem a identidade do chefe do tráfico que assassinou seus pais; depois que são separados pela tragédia por anos, acabam por se unir e ganham a força necessária para a vingança. Confira o trailer

“Santana” foi co-produzido com sul-africanos. Neide Van-Dúnem, a atriz principal, esclarece a parceria: "O filme é maioritariamente angolano. A co-produção sul-africana existe porque o final do filme foi gravada na África do Sul. O filme é mais angolano do que sul-africano e quase todos os protagonistas são angolanos".

Além de Neide Van-Dúnem, o elenco do filme que já está no mercado desde 2015, é constituído pelos atores angolanos Paulo Americano e Raul Rosário, o nigeriano Hakeem Kae-Kazim e a sul-africana Jenna Upton. Os cineastras são Maradona Dias dos Santos e Chris Roland.

“RESGATE” DE MOÇAMBIQUE JÁ É VISTO

“Santana” é a segunda produção cinematográfica dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) a compor o catálogo da Netflix em pouco mais de um mês. O filme moçambicano “Resgate” já está em cartaz no desde julho.

Escrito e realizado por Mickey Fonseca, “Resgate” estreiou em Moçambique em 2017, e centra-se na história de Bruno, que quer mudar de vida depois de ter passado quatro anos na prisão e conhecer finalmente a filha bebé que tem com Mia. Ele tenta recomeçar como mecânico, mas esbarra numa dívida contraída por sua mãe a um banco, que cobra o empréstimo.

O filme foi sucesso em Moçambique, foi bem recebido e assistido em Angola e Portugal, teve boa crítica em eventos no Burkina Faso, Zimbabwe e Austrália, e foi consagrado como Melhor Roteiro e Melhor Direcção de Arte no “Africa Movie Academy Awards” (AMA Awards), a mais importante premiação de cinema africano, realizada anualmente na Nigéria.

O que disse a angolana Neide Van-Dúnem sobre “Santana” vale também para “Resgate”, em relação a presença do cinema dos dois países africanos na Netflix: "Vamos trazer um novo mercado por parte do pessoal da nossa região, dos PALOP; novas subscrições na plataforma. Devemos olhar para a Nigéria, que hoje já produz originais na Netflix. Este é um primeiro passo de muitos e esperar que isso seja o futuro".

(*) Com agências

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