SONHO DE CHEGAR AOS EUA AFOGA CONGOLESES NA COLÔMBIA
- TXV
- 3 de fev. de 2019
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O barco naufragado tinha capacidade para transportar vinte pessoas, mas informações dão conta que transportava mais de trinta. A embarcação teria sido destruída por essa suposta superlotação que afetou sua estrutura quando atingiu uma onda.

Autoridades da Marinha Nacional da Colômbia, na localidade de Chocó, município de Acandi, na costa caribenha do país, relataram o resgate de 17 corpos de imigrantes identificados como congoleses, vítimas de afogamento em consequência de um naufrágio ocorrido cinco dias antes, no dia 28 de Janeiro.
As vítimas são oito adultos e nove menores, segundo as autoridades locais. Porém, o jornal Folha de S.Paulo detalha que duas das mulheres estavam grávidas e que apenas duas pessoas sobreviveram, uma delas é uma congolesa que perdeu o marido, os quatro filhos e a irmã.
O barco naufragado tinha capacidade para transportar vinte pessoas, mas informações dão conta que transportava mais de trinta. A embarcação teria sido destruída por essa suposta superlotação que afetou sua estrutura quando atingiu uma onda.
A embarcação fazia a rota de Capurganá para Sapzurro, que já é divisa do território colombiano, pois no outro lado fica a praia panamenha de La Miel. Trata-se de uma conhecida rota de imigração ilegal. A prefeita de Acandí, Lilia Córdoba, lembrou que o município, especialmente entre Capurganá e Sapzurro, devido à sua proximidade com o Panamá, tornou-se um destino para migrantes irregulares que viajam para chegar aos Estados Unidos.
Só neste mês, de 300 a 500 passaram por Acandi, vindos do Congo, Cuba, Haiti e outros países, diz a prefeita Lilia Córdoba, citada pela Folha. Na gestão dela só houve um naufrágio deste tipo, em 2016, com menos de dez vítimas. Sendo ela, “até pouco tempo atrás, eles (os imigrantes) faziam a travessia pela floresta; agora são levados de barco, por coiotes”.
Dias antes da tragédia, segundo a imprensa, foi realizado em Acandí um conselho de segurança com a administração municipal, a Polícia, a Marinha Nacional e a entidade de imigração colombiana, no qual foi discutida a questão específica dos naufrágios, mas também do problema dos imigrantes ilegais.
Ao menos 57 mil pessoas foram pegas tentando entrar ilegalmente no Panamá via norte da Colômbia nos últimos cinco anos, segundo a Reuters.
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