BUKASSA KABENGUELE – UM TALENTO CONGOLÊS MARCADO NA HISTÓRIA DOS 70 ANOS DE TV NO BRASIL
- TXV
- 19 de set. de 2020
- 2 min de leitura
TXV – 19/setembro/2020

Três países são referências na história de Bukassa Kabenguele: a Bélgica, a República Democrática do Congo e o Brasil. No primeiro ele nasceu – em 1973, quando seu pai era estudante por lá. No segundo – o Congo, que é o país onde nasceu seu pai, ele chegou com dois anos de idade e viveu até aos dez anos.
Já no terceiro país – o Brasil, Bukassa chegou em 1980, quando tinha 10 anos de idade. Seu pai, o professor de Kabenguele Munanga, estabeleceu-se nesse ano no Brasil, para assumir a cadeira de Antropologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. No ano seguinte, a família muda-se para São Paulo onde o professor lecionou antropologia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.
Bukassa, provavelmente, nem sonhava que um dia seria uma figura de proa, representando a população negra brasileira na televisão, como ator. Em 1980, quando ele chegou no país, a TV no Brasil estava fazendo 30 anos de existências. Hoje, 40 anos depois, ele já deixou a sua marca na televisão.
Antes de entrar para o universo da TV, Bukassa, que é naturalizado brasileiro, foi membro da banda de soul/funk “Skowa e a Máfia”. Quando a banda acabou foi convidado a integrar as bandas de Marisa Monte e de Elba Ramalho. Depois passou a cantar jingles; diz que já vendeu muitos produtos nesse trabalho.
A experiência de fazer televisão, pelas informações disponíveis, terá começado em 2002 emprestando sua voz a um dos personagens (Bum) da Ilha Rá-Tim-Bum.
Em 2003, ao estrear na Rede Globo de televisão, foi o Zé Pedra da mini série “A Casa das Sete Mulheres”. Na sequência foi: o Jonathan de “Mad Maria” (2005); o Fred Moreno, em “JK” (2006); o Jorge Santo, em “Força-Tarefa” (2011); o Paulo Sultão, em “O Caçador” (2014); o Omar Ferreira, Marquês de Elba, em “Liberdade, Liberdade” (2016); o Josias Andrade, em “Os Dias Eram Assim” (2017); o Nivaldo, em “Cidade dos Homens” (2018); o Marcelo da Conceição, em “Malhação: Vidas Brasileiras” (2018); e o Luiz Vicente (Vicentão), em “Carcereiros” (2018).
Embora a maior parte do seu trabalho tivesse sido na Globo, Bukassa mostrou seu talento também na TV Record: foi o Marcelo de “Vidas Opostas” (2006) e o Dr. Caminha de “A tragédia da Rua das Flores” (2012).
Por duas vezes também trabalhou no SBT: em “Redenção” (2008) ele era Caio Rodrigues; e em “Vende-se Um Véu de Noiva” fez uma participação especial, como Ulisses Jamba (jovem).
Em produções da HBO, Bukassa foi Conan em “Mandrake” (2005) e Joca em “A Vida Secreta dos Casais” (2017). Seu última trabalho registrado para a telinha foi na Netflix, onde encarnou Gilmar Ferreira na série “Irmandade” (2019).
Comments