BRASÍLIA: HAITIANO QUE CRITICOU PRESIDENTE BOLSONARO FOI PRESO COMO “MALUCO”
- TXV
- 4 de abr. de 2020
- 2 min de leitura
N. Talapaxi S. (RDD)
O imigrante haitiano que no mês passado criticou o presidente Jair Bolsonaro à saída do Palácio da Alvorada, foi preso em Brasília, supostamente em consequência de problemas mentais, segundo declarações do própro Chefe de Estado brasileiro, numa entrevista concedida à Jovem Pan ontem, quinta-feita.

O haitiano (à direita na imagem) que criticou o presidente Bolsonaro.
Bolsonaro disse na “live” que no dia seguinte ao da crítica, o haiatiano foi detido na Câmara (federal de Brasília - o Parlamento) onde ele chegou dizendo ser presidente do Brasil.
O presidente brasileiro, na ocasião, reclamava do trabalho dos jornalistas sobre a difusão de noticias referentes a propagação do coronavírus no Brasil e no mundo, quando citou o caso do haitiano como exemplo do tipo de noticias que a imprensa divulga.
“A imprensa tinha que falar a verdade do vem acontecendo. Os jornalistas aqui, tem em media 15 diariamente - 15 de manhã e a tarde, 15; desde Janeiro do ano passado. Eles só publicaram uma coisa até hoje ali, quando ha duas semanas um haitiano falou ‘Bolsonaro você já era, voce não é mais presidente’. Fizeram um estardalhaço: ‘haitiano diz que Bolsonaro não é mais presidente’. No dia seguinte ele foi detido na Câmara, porque ele chegou lá na Câmara dizendo que ele era o presidente do Brasil”. Ao final desse queixume, Jair Bolsonaro bradou: “Maluco!”
O dia do esculacho
O imigrante haitiano, não identificado, abordou o presidente Bolsonaro no dia 17 de Março passado, à saída do Palácio da Alvorada, em Brasília, residencial presidencial, e criticou duramente o Chefe de Estado brasileiro, na presença do seu grupo de apoiadores.
No episódio o estrangeiro dirige-se ao presidente sem papas na língua e sob o espanto dos presentes disse: “Bolsonaro, acabou! Você está recebendo mensagem no celular. Todo brasileiro está recebendo mensagem no seu celular. Você não é presidente mais. Você não é presidente mais”.
O haitiano deu a entendeu que estava se referindo as mensagens de celular que já estavam sendo enviadas a população no âmbito de da campanha de prevenção e educação diante da pandemia de coronavirus.
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