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ASSEDIADA PARA PROSTITUIR-SE EM ANGOLA POR US$ 100 MIL

  • Foto do escritor: TXV
    TXV
  • 18 de out. de 2019
  • 3 min de leitura

São Paulo - A modelo brasileira, Geisy Arruda, revelou ter sido assediada há alguns anos para prostituir-se em Angola em troca de valores que atingiam os 100 mil dólares. A declaração foi feita numa entrevista concedida a um canal do Youtube, e reportada nesta segunda-feira (14) pelo site “Metrópeles”.



N. Talapaxi S.


São Paulo - A modelo brasileira, Geisy Arruda, revelou ter sido assediada há alguns anos para prostituir-se em Angola em troca de valores que atingiam os 100 mil dólares. A declaração foi feita numa entrevista concedida a um canal do Youtube, e reportada nesta segunda-feira (14) pelo site “Metrópeles”.


Falando sobre as ofertas que já recebeu de homens, a jovem, também empresária, confessou: “Gente, já recebi uma proposta para fazer programa em Angola. Era em dólar. Era muito dólar, ‘velho’! Era tipo 100 mil dólares”.


Falando sobre as ofertas que já recebeu de homens, a jovem, também empresária, confessou: “Gente, já recebi uma proposta para fazer programa em Angola. Era em dólar. Era muito dólar, ‘velho’! Era tipo 100 mil dólares”.


Geisy não revelou de quem partiu a proposta; disse apenas que “era um rei” mwangolé, “alguém de muita grana”. A modelo referiu ter visto depois uma reportagem sobre o assunto no programa Fantástico, da TV Globo. E sublinhou: “isso era um trafico que levava meninas daqui para lá”.


Além da proposta do makalakato angolano, a brasileira revelou ter recebido também uma oferta oriunda do Médio Oriente: “para ir para Dubai e ficar à disposição de um sheik; eu e não sei mais quantas mulheres”. No entanto, neste caso, para “ficar num harém”, ela contestou: “Não vou dividir um homem com doze mulheres”.


Geisy ficou famosa em 2009, quando, como estudante do curso de turismo na Universidade Bandeirantes de São Paulo, foi as aulas com um vestido considerado curto demais. Na ocasião tinha sido de tal modo hostilizada pelos seus colegas, que foi necessário a proteção da polícia para que a jovem conseguisse sair da Universidade. Vídeos da agressão moral sofrida pela estudante virilizaram na internet, e facto ganhou repercussão internacional.


No ano seguinte, a jovem tirou proveito da situação e entrou de vez no rol da fama: foi capa de revistas em fotos sensuais e foi convidado em vários programas de TV, além de lançar uma grife própria de roupas.


“Operação Garina”


As declarações da modelo brasileira levam a crer que o homem a quem ela se refere como “um rei”, “alguém que tem muita grana”, seja ser o general angolano Beto Kangamba, que não se apresentava pessoalmente mas era suposto que tivesse agentes a seu serviço.


Em dezembro de 2013, uma reportagem especial da TV Globo, mostrou uma rede de prostituição de luxo, que levava brasileiras para Angola. De acordo com a denúncia o “principal cliente era um dos homens mais poderosos da África”, que “chegava a oferecer US$ 100 mil por um programa” sexual.


Na época, a Policia Federal levou a cabo a “Operação Garina”, por meio da qual desmantelou um esquema internacional de tráfico de mulheres do Brasil para a África do Sul, Portugal, Angola e Áustria. E pediu à Justiça a prisão do general angolano, caso pisasse em solo brasileiro.


Além de Beto dos Santos Kangamba, as investigações apontaram o envolvido no caso do empresário angolano de espetáculos, Fernando Vasco Inácio Republicano, dono da LS Republicano; e do cantor de pagode da banda Desejos, Wellington Eduardo Santos de Sousa, conhecido como Latino, que já tinha gravado uma música com o cantor Anselmo Ralph.


Às mulheres aliciadas em São Paulo propunha-se um ganho de dez mil dólares por uma semana de trabalho no estrangeiro, com clientes endinheirados. Modelos que apareciam em capas de revistas masculinas e programas de TV – como Geisy Arruda – recebiam até 100 000 dólares.

Conforme informações da Policia Federal, o negocia comandado pelo militar angolano, tinha chegado a movimentar 45 milhões de dólares em seis anos de actividade; isto é, desde 2007 até 2013.


Em 2014 a imprensa angolana divulgou amplamente que Beto Kangamba tinha sido absolvido pela Justiça brasileira. Referia-se que, segundo o advogado do general, Paulo José Iazs de Morais, tinha ficado demonstrado que as "acusações eram ilegais e, os indícios, não confirmados". Por isso o processo contra os dois angolanos – Kangamba e Republicano – tinha sido encerrado. E, em consequência, teriam sido anulados os mandados de captura expedidos contra eles.

 
 
 

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