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ANTES DO FIM DO MANDATO, TRUMP MANDA EXECUTAR 4 PRESOS NEGROS QUE ESTÃO NO CORREDOR DA MORTE

  • Foto do escritor: TXV
    TXV
  • 7 de dez. de 2020
  • 3 min de leitura

TXV(*) - 07/dezembro/2020

Brandon Bernard, Cory Johon, Alfred Bourgeois preso Dustin Diggs: as próximas mortes por execusção do Estado norte-americano.



Antes de o presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, deixar o cargo, ao meio-dia do dia 20 de janeiro de 2021, o seu Departamento de Justiça deve executar cinco prisioneiros federais: quatro deles são homens negros. O quinto presidiário condenado à morte é uma mulher branca com doença mental grave.


A medida está atraindo manifestações de protesto de ativistas de direitos humanos. No entender dos manifestantes não tem precedentes essa decisão do “Trump DOJ” (DOJ é a sigla inglesa de Departamento de Justiça).


Além de mais, soa como uma provocação da atual administração, que não se pode ignorar, o fato das execuções começarem a ser feitas justamente no Dia Internacional dos Direitos Humanos – 10 de dezembro.


Os cinco presos em questão são apenas os últimos de uma série de presos federais a serem executados em 2020 pelo “Trump DOJ”. Há mais de 17 anos que as execuções federais tinham sido suspensas; o governo de Donald Trump voltou a estabelece-las em julho.


Caso se concretizem as execuções previstas o ano vai terminar com dez prisioneiros federais executados: trata-se do maior número de execuções em um único ano nos últimos dois séculos. “Ninguém praticou este número de execuções civis federais num curto período de tempo na história norte-americana”, disse à Voz diretor executivo do Centro de Informações sobre Pena de Morte, Robert Dunham.


“A política da administração Trump em relação à pena de morte é historicamente abominável”, salienta Dunham. Para o ativista de Direitos Humanos as ações do governo Trump enfatizam o quão cruel ele é.


Além do número sem precedentes de execuções programadas, o DOJ também alterou a forma de execuções federais para incluir execuções por pelotão de fuzilamento, eletrocução ou gás venenoso. As alterações devem entrar em vigor na véspera de Natal.

Dunham refere que há um número recorde de execuções federais, ao mesmo tempo em que há um eminente recorde de baixas em termos de execuções estaduais, no meio de uma pandemia.

“Isso apenas mostra que quando você dá poder absoluto sobre a vida e a morte a funcionários do governo, eles podem realmente fazer o que querem”, disse a ativista anti-pena de morte, Irmã Helen Prejean, em entrevista concedida em novembro ao Democracy Now.


Os condenados à morte


Brandon Bernard, 40, está programado para ser executado em 10 de dezembro, que também é o Dia Internacional dos Direitos Humanos.


Alfred Bourgeois está programado para ser executado no dia seguinte, 11 de dezembro.


Lisa Montgomery está programada para ser executada em 12 de janeiro;


Cory Johnson está programado para ser executado em 14 de janeiro;


E no dia 15 de janeiro – por coincidência, ou não, é dia do aniversário de Martin Luther King - está programado para ser executado o preso Dustin Diggs.

Dois casos em questão


Bernard - que está cumprindo pena por ser cúmplice no assassinato de um jovem casal branco em 1999 quando tinha 18 anos. Seus defensores afirmam que ele não foi devidamente representado por seus advogados. Eles - os advogados, não fizeram declarações iniciais, nenhuma testemunha foi chamada na fase de penalidade e todos os jurados eram brancos, expecto um.


Brandon Bernard



Bernard é um dos mais jovens prisioneiros federais no corredor da morte programado para ser executado. Ele admitiu seu envolvimento no crime, mas afirma que achava que a gangue de que fazia parte só iria roubar o casal, não matá-lo.



Muitos que estão defendendo a vida de Bernard dizem que o caso dele é diferente, ao contrário do líder da gangue que iniciou os assassinatos não demonstrou nenhum remorso. Esse líder foi executado em setembro. Até mesmo alguns dos jurados pediram misericórdia no caso de Bernard.


Lisa Montgomery pode ser a primeira mulher que o governo federal vai executar depois de 68 anos. Desde 1953 que uma mulher condenada à morte não tem sua pena concretizada.


Lisa Montgomery


Lisa condenado em 2007 por estrangular uma mulher grávida de 23 anos chamada Bobbie Jo Stinnett em 2004. Ela cortou a barriga da vítima, retirou o feto e se fez passar por mãe do bebê.


Ela foi considerada doente mental grave como resultado de anos de abuso, incluindo estupro coletivo, tráfico sexual de crianças, violência e esterilização forçada, de acordo com a diretora do Centro Cornell sobre a Pena de Morte, Sandra Babcock”.


“Dessas experiências, Lisa ficou como a pessoa que tem o domínio mais frágil da realidade, porque ela teve que fugir dela para sobreviver. Ela está profundamente doente”, disse Babcock ao Democracy Now. “Por que a pressa em executar alguém como Lisa Montgomery, entre todas essas outras pessoas?, pergunta a ativista.


(*) Com atlantablackstar


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