ANTES DA CIRURGIA PLÁSTICA POVOS BATAMMARIBA, NA ÁFRICA, JÁ ERAM ESPECIALISTAS EM AUMENTO DO PÊNIS
- TXV
- 1 de mai. de 2020
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RDD (*) - 01/Maio/2020
Muito antes da introdução de procedimentos e produtos para a ampliação do pênis, os Batammariba, povo também conhecidos como Somba, divididos entre o Togo e o Benin eram especialistas na ampliação e alongamento do órgão sexual masculino, procedimento feito durante uma espécie de iniciação da masculinadade.

O procedimento de alongamento e ampliação do pênis, que era praticado principalmente entre os Somba, fazia parte dos processos para iniciar os meninos na vida adulta.
De acordo com relatos históricos, o procedimento consistia mais ou menos assim: uma erva tradicional era amassada e aplicada no pênis. Depois, o buraco de um determinado tamanho era aberto no galho de uma árvore ou marfim.
O iniciado colocava o pênis dentro daquele buraco dele por alguns meses até atingir um determinado tamanho e comprimento de sua escolha. O passo seguinte era remover o galho ou marfim.
Nos ritos públicos de iniciação, roupas ricas são colocadas sobre os ombros dos iniciados; acessórios são pendurados no pescoço e na cintura, e toucas são colocadas sobre as suas cabeças.
ARQUITETURA EM DESTAQUE
Ocupando as regiões montanhosas dos dois países situados na África Ocidental, os Batammaribas não eram populares apenas por sua antiga técnica de alongamento peniano, mas também por sua experiência arquitetônica.
No Togo, eles residem nas regiões nordestinas de Kara, com o povo Kabye (kabre), que é a segunda maior tribo do Togo.
No Benin, onde são conhecidos como Somba, eles podem ser encontrados ao redor da serra de Atakora, no noroeste, compartilhando uma fronteira com seus parentes Gur, que habitam no vizinho Burkina Faso; os gur também têm um enorme interesse em arquitetura.
Com uma população estimada em mais de 176.000 habitantes (2018), os Batammariba migraram do norte e noroeste do Burkina Faso para sua atual localização, onde viveram com o povo muçulmano entre os séculos XVI e XVIII.
Agropastoristas por tradição, a riqueza de uma família em Batammariba é determinada de acordo com o tamanho de sua pecuária, que, nos últimos anos, também serviu a propósitos socioculturais fundamentais.
Conforme delineado por N'Poh e N'Guissan, 1998, 52% dos animais eram destinados a funerais e 28% a dotes, sendo o restante (apenas 20%) destinado à venda.
Basicamente, quando um homem morre, outra cerimônia de iniciação é feita para ele, pois não fazer isso não vai encorajar a descendência do falecido a fazer o mesmo ou pode até causar a morte da descendência.
(*) Com f2fafrica
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