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ESTILISTAS AFRICANOS REFUGIADOS CONQUISTAM MERCADO DE BRASÍLIA

  • Foto do escritor: TXV
    TXV
  • 30 de jun. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de nov. de 2019

Antes da loja Egalé, que fica num shopping, na cidade capital do Brasil os seis empreendedores costumavam vender os seus produtos em feiras, eventos de embaixadas e até na frente de casa – nas regiões do Varjão e da Candangolândia.


N. Talapaxi S. 30/junho/2019




Foto: GPS Lifetime


Seis estilistas africanos, residentes em Brasília na condição de refugiados, contam agora com uma loja aberta num shopping center da região da Asa Sul para expor e vender suas produções: Isabel Da Costa e Saturnina da Costa são da Guiné Bissau; Akou Avogtnon é do Toco; Dja Franck Lagbre, da Cotê d’Ivoire; Lucie Atumesa Nsimba, da República Democrática do Congo; e Gladys Edem é do Gana.


Com o apoio do Grupo Mulheres do Brasil (GMB), de consultores voluntários e o ponto comercial cedido pelo shopping, eles vendem roupas exclusivas que celebram a cultura africana.


Franck, Lucie e Akou tinham suas próprias lojas nos países de origem, respectivamente Cotê d’Ivore, RDC e Togo. Franck e Lucie são formados em moda em seus países e Lucie complementa a formação com o curso na faculdade de Design na Universidade de Brasília (UnB). Akou aprendeu a arte com uma amiga em um ateliê, no Togo.


Na cidade capital do Brasil os seis empreendedores costumavam vender os seus produtos em feiras, eventos de embaixadas e até na frente de casa – nas regiões do Varjão e da Candangolândia.


Foto: GPS Lifetime



A coordenadora do comitê de inserção de imigrantes e refugiados do Distrito Federal do Grupo Mulheres do Brasil (GMB), Mônica da Silva Alvares, citado pelo site G1, entende que "as pessoas pensam que a roupa vendida na rua não tem qualidade, então o preço baixa e eles não conseguiam ter nenhum lucro".


Para resolver o problema, Mônica chamou o grupo e explicou a ideia: usar o talento dos estilistas para criar um projeto que incluísse os refugiados no mercado de trabalho. Não só para garantir renda aos estilistas, mas também para disseminar a cultura africana em Brasília.

O projeto começou em 2016 e no dia 28 de Junho deste ano o sonho foi concretizado. Realizou-se o primeiro desfile e a inauguração da loja Egalité, no shopping.


O maior desafio, portanto, era tornar a produção dos estilista "palatável" ao público africano e também ao brasiliense, lembra o estilista da Costa do Marfim

O ivoiriense Franck Lagbre, falando ao G1, reconhece que "trazer uma cultura que as pessoas não conhecem é difícil." E esse terá sido o maior desafio dos estilistas: agradar o público brasiliense sem perder o público africano.


Segundo Franck o diferencial do projeto foi conseguir misturar as duas culturas nos vestidos, saias, sapatos, bolsas, pulseiras e na moda masculina. As estilistas brasileiras, que deram a consultoria, ajudaram a fazer os ajustes.


Mônica da Silva Alvares lembra que trabalharam, por exemplo, nos recortes das roupas e na sobreposição de peças coloridas com outras, de cor sóbria - "Mas tudo respeitando a cultura e o processo de criação deles."


Galeria - Fotos: GPS Lifetime


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