A ADVOGADA ETÍOPE CEGA QUE LUTA MUNDIALMENTE PELOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
- TXV
- 6 de mai. de 2020
- 2 min de leitura
RDD (*) - 16/maio/2020
Yetnebersh Nigussie é uma advogada etíope que abraçou a causa de luta de cerca de um bilhão de pessoas no mundo, que vive com alguma forma de deficiência e tornou-se numa dos mais influentes ativistas dos direitos das pessoas com deficiência.

Nigussie nasceu em 24 de janeiro de 1982 na região de Amhara, no norte da Etiópia. Ela ficou cega após uma infecção por meningite, aos cinco anos de idade e experimentou uma barreira de discriminação devido à sua condição
Atualmente, ela é uma consultora sênior da ONG internacional “Light for the World”; elogiada por muitos como uma extraordinária defensora destemida dos direitos consagrados na Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CRPD).
"Muitas pessoas na Etiópia pensam que a deficiência de alguém é devida a uma maldição por causa de uma falha que sua família cometeu", disse ela à emissora DW. No entanto, a advogada acredita que sua cegueira foi uma oportunidade porque poucas pessoas na sua aldeia tiveram a chance de ter a educação que ela teve.
Como Nigussie era cega, ela não era considerada adequada para um casamento precoce, que é uma prática comum em sua terra. Todas as suas amigas se casaram quando tinham entre 10 e 12 anos. "Eu era a única exceção. A educação me libertou, e me permitiu ser quem sou hoje", disse.
Nigussie então freqüentou a Escola Católica Shashemane para cegos. De acordo com um relatório, ela tornou-se a líder do conselho estudantil durante seu tempo na escola secundária Menelik II. Ela se formaria então na Universidade de Adis Abeba como uma das três primeiras estudantes cegas de direito na Etiópia, superando bloqueios sociais, religiosos e institucionais.
Além de seu diploma de Direito, Nigussie tem dois mestrados: um em trabalho social e outro em Estudos de Paz e Segurança, pela Universidade de Adis Abeba.
Ela foi co-fundadora do Centro Etíope para Deficiência e Desenvolvimento (ECDD) em 2015 para tratar da fraca cooperação entre organizações de deficientes, prestadores de serviços especializados e programas de desenvolvimento.
(*) Com f2fafrica
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