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70 ANOS DE TV NO BRASIL: SEIS JORNALISTAS NEGRAS EM DESTAQUE

  • Foto do escritor: TXV
    TXV
  • 18 de set. de 2020
  • 2 min de leitura

TXV -18/setembro/2020

Glória Maria, Dulcineia Novaes, Maria Júlia Coutinho, Luciana Barreto, Jarid Arraes e Joyce Ribeiro (da esquerda à direita)..


Do Coletivo de Jornalistas Feministas Nísia Floresta, citado pelo site Geledés, aproveitamos essa seleção de seis mulheres negras que se destacam como jornalistas, aproveitando o momento de comemoração dos 70 anos de televisão no Brasil. Embora tenha sido feita há cinco anos, a seleção ainda é atual.


A representatividade da mulher negra no Jornalismo brasileiro ainda é pequena – 23% dos jornalistas são negros e negras, embora não haja um recorte de quantas negras atuam como profissionais de imprensa; dados da Federação Nacional dos Jornalistas/Universidade Federal de Santa Catarina, 2013.


GLORIA MARIA – A primeira repórter negra da TV brasileira. Isso já diz muito sobre a representatividade de Glória Maria para as mulheres negras, ainda sub-representadas na TV. Filha de um alfaiate e de uma dona de casa, trabalhou como telefonista para pagar a faculdade de Jornalismo na PUC-Rio e trabalhou para a Globo sem receber durante um ano antes de ser contratada. Primeira repórter a aparecer ao-vivo no Jornal Nacional e ao-vivo na TV a cores, em 1977.


DULCINEIA NOVAES – Uma das mais conhecidas e prestigiadas jornalistas do estado do Paraná, Dulcineia formou-se em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina e começou a carreira na Folha de Londrina, em 1978. Em 1981, começou a trabalhar como repórter da Rede Paranaense de Comunicação, filiada à Rede Globo. Faz reportagens para o Estado do Paraná e para jornais de nível nacional e também é professora. Sua representatividade na TV paranaense como mulher negra lhe rendeu prêmios como o Troféu Raça Negra de Jornalismo, em 2011.


MARIA JULIA COUTINHO – Primeira repórter negra a apresentar a previsão do tempo no Jornal Nacional, Maju, como é conhecida, foi e continua sendo alvo de machismo e racismo extremos nas redes sociais. Respondeu ao ódio com um trabalho impecável, apresentando o jornal de forma descontraída e se tornando marcante à frente do quadro com pouco tempo de atuação. Formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, também trabalhou na TV Cultura.


LUCIANA BARRETO – Repórter e âncora do Repórter Brasil, na TV Brasil. Formada pela PUC-Rio, trabalhou em veículos como GNT, Futura, Band News e TV Bandeirantes. Ganhou o Prêmio Nacional de Jornalismo Abdias do Nascimento em 2012 pelo programa “Caminhos da Reportagem – Negros no Brasil: brilho e invisibilidade”. Defensora dos direitos humanos e conhecida por seu ativismo negro.


JARID ARRAES – Jornalista, colunista da Revista Fórum, escritora, cordelista e ativista do movimento negro e feminista, Jarid é autora de um dos espaços feministas mais lidos da internet, o Questão de Gênero. Em suas colunas, trata de assuntos que vão do aborto e do racismo o à gordofobia, trabalho doméstico e lesbofobia. É autora do livro “As lendas de Dandara”, que busca divulgar a luta e a história de Dandara de Palmares.


JOYCE RIBEIRO – Com vasta experiência na TV, onde atua desde 1998, Joyce trabalhou em emissoras como a Boa Vontade TV, RIT, Record e agora SBT. É formada em Jornalismo pela FIAM e pós-graduada em jornalismo econômico e político pela PUC- SP. Assim como a colega Maju, também já foi alvo de injúrias racistas nas redes sociais, embora seu caso não tenha tido tanta repercussão.

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